História do Convento

O Palácio – Convento de Mafra foi mandado construir no reinado de D. João V, esta construção deu-se depois de uma promessa do próprio rei. A rainha D. Maria Ana de Áustria, três anos decorridos sobre o dia do seu casamento, não dera um desejado descendente à coroa. A preocupação do rei, neste sentido, levou-o a aceitar um piedoso alvitre de Frei António de S. José, exposto ao Cardeal Cunha e ao Marquês de Gouveia que, certo dia, se encontraram numa das salas do Paço o que fez por esta proféticas palavras, referindo-se ao monarca: «Ele terá filhos, se quiser», e aconselhava para esse intuito a edificação de um templo e um cenóbio anexo, como era uso, em certas circunstâncias, ao que o rei anuiu.
A previsão realizou-se, e a promessa foi cumprida. A rainha dava, finalmente, um sucessor à coroa, e D. João V ordenava a construção do Convento.
Este promessa cumpriu-se em 1711, ano em que nasceu a princesa Maria Bárbara, a primogénita da descendência do Magnânimo. O projeto inicial estava dimensionado para acolher treze frades arrábidos, mas no final da construção albergou mais de 300. Com efeito, o número de frades e a dimensão do empreendimento sofreram um grande incremento.
No entanto, o projeto de Mafra só se iniciou a 17 de novembro de 1717, realizando-se a sua sagração em 1730. As obras prosseguiram até 1737, altura em que o convento mafrense se encontrava praticamente concluído. Acrescentos posteriores vieram enriquecê-lo com obras de arte e a criação de outras dependências, como foi o caso da notável biblioteca conventual. Os planos de Mafra são entregues a João Frederico Ludovice, arquiteto-ourives alemão e que se formou no atelier romano de Carlo Fontana.